Tem coisa mais Belo Horizonte do que uma roda de samba lotada num fim de tarde? De norte a sul, a capital mantém viva uma tradição que atravessa gerações: o batuque coletivo que junta gente conhecida, gente estranha e uma feijoada no meio do caminho. Se você quer entrar no clima antes mesmo do Carnaval, separamos algumas das rodas mais queridas da cidade para você programar o rolê.
A lista abaixo foi mapeada a partir do guia do portal BHAZ. Horários e valores mudam conforme a agenda de cada casa, então confirme sempre no perfil oficial do local antes de sair — sambista prevenido não fica na porta.
Bença, Bençoi: sexta e domingo com feijoada
Às sextas-feiras, o samba toma conta da casa acompanhado de feijoada, petiscos e drinks. Aos domingos, a programação volta a reunir samba e pagode, de novo com a feijoada da Dona Arlete como estrela. Nos outros dias, a casa varia entre MPB, axé e brasilidades, então dá pra voltar mais de uma vez na semana sem repetir o clima. A entrada é por couvert artístico.
Casa Rosa do Bonfim: samba de bairro com alma
No bairro Bonfim, a Casa Rosa entra no roteiro de quem procura samba de verdade, sem firula. A programação inclui rodas de samba e pagode, com eventos como o “Ô Sorte”, que junta músicos, cerveja gelada, drinks e petiscos numa tarde inteira dedicada ao gênero. Já passaram por ali rodas como a do Voz de Praia, com repertório que vai dos clássicos ao pagode dos anos 1990.
Samba do Cacá: quase 40 anos no bairro São Paulo
Um dos mais tradicionais de BH, o Samba do Cacá acontece há quase quatro décadas no bairro São Paulo, com programação às sextas, sábados e domingos. Na sexta e no sábado a casa abre às 19h30, e dá pra entrar de graça até as 21h30. Aos domingos, abre às 16h e a cantoria vai das 17h às 22h30. Passado o horário de cortesia, a entrada custa cerca de R$ 20 e pode variar conforme o evento. Os ingressos ficam na Sympla e na portaria.
Samba da Januário: intimista no Morro da PPL
No Morro da PPL, na região Noroeste, o Samba da Januário acontece toda sexta-feira, numa roda intimista comandada pela cantora Fran Januário. Mais do que música, a noite valoriza a cultura e a resistência da comunidade. O encontro é no Espaço da Cleidinha: a casa abre às 20h e o samba começa por volta das 21h30. A entrada é gratuita até as 21h e, depois desse horário, custa R$ 10.
Barracão Nossa Roda: domingo de tarde inteira
O Barracão Nossa Roda tem samba todos os domingos, das 13h às 21h, organizado pelo Grupo Nossa Roda. E vai além da roda: às quintas-feiras rola o projeto “Compõe Comigo”, em que o pessoal se junta para criar samba do zero — ótimo para quem gosta de ver a música nascendo ali na hora.
Anota aí
- Onde: rodas espalhadas por várias regionais de BH (Bonfim, São Paulo, Morro da PPL e mais)
- Quando: principalmente sextas, sábados e domingos — cada casa tem seu dia
- Quanto: de graça em vários horários de cortesia; depois, de R$ 10 a cerca de R$ 20, conforme o evento
- Ingressos: Sympla e portaria, dependendo da casa
Antes de sair
Rodas de samba têm alma de bairro: enchem rápido, mudam de horário e às vezes viram festa surpresa. O jeito mais seguro de não furar é seguir o perfil de cada casa e conferir a agenda da semana. Escolha uma, chame a turma e vá — o Carnaval de BH começa muito antes de fevereiro, e começa numa roda dessas.
Informações apuradas a partir de material de divulgação (fonte: Guia BHAZ). Horários e valores podem mudar; confirme no canal oficial de cada casa.