Envelhecer, ficar sozinho, reencontrar velhos amigos e mexer nas lembranças: é sobre isso que fala a peça que ocupa o Teatro Marília neste fim de semana em Belo Horizonte. “Agora sou eu que entardeço”, da Associação Cultural Cia da Farsa, tem sessões de sexta-feira (28) a domingo (30) e trata de envelhecimento, solidão e afeto por meio da história de três personagens que a vida separou e uma festa voltou a juntar.
É teatro de conversa franca, do tipo que faz a plateia rir e se reconhecer ao mesmo tempo. A dramaturgia foi construída de forma colaborativa pela companhia, o que dá ao texto um tom próximo, quase de bate-papo entre quem já tem estrada.
Três amigos, três formas de entardecer
A peça acompanha uma mulher que enfrenta uma separação depois de o marido iniciar um relacionamento com alguém mais jovem, um professor que recebe o diagnóstico de Alzheimer e um homem gay de meia-idade que lida com o isolamento social. Os três são amigos e voltam a se encontrar durante uma festa de aniversário.
Esse reencontro funciona como ponto de partida para que eles recuperem lembranças e compartilhem experiências ligadas ao tempo, às relações e às mudanças que o envelhecimento traz. Em vez de dramatizar o peso da idade, a montagem aposta na troca entre os personagens para falar de temas que, mais cedo ou mais tarde, chegam para todo mundo.
Um tema que fala com todas as idades
Ainda que o assunto central seja o envelhecer, a peça interessa a públicos de diferentes gerações. Quem já passou dos cinquenta se vê no palco; quem é mais jovem enxerga ali os pais e avós. É o tipo de espetáculo que rende conversa na saída do teatro — e talvez um telefonema para alguém querido.
Serviço
- O quê: “Agora sou eu que entardeço” — Cia da Farsa
- Quando: 28 a 30 de agosto — sexta e sábado às 20h, domingo às 19h
- Onde: Teatro Marília — Av. Alfredo Balena, 586, Santa Efigênia, BH
- Ingressos: Sympla ou na bilheteria do teatro, duas horas antes de cada sessão
Vale a ida ao teatro?
Para quem gosta de teatro que mistura humor e emoção sem apelar, sim. É uma peça sobre a vida como ela é, com personagens que soam reais e um tema que raramente ganha palco. Um bom programa de fim de semana no Centro de BH, de preferência acompanhado — depois é impossível não comentar.
Informações apuradas a partir de reportagem do portal SouBH. Confirme horários e ingressos nos canais oficiais do Teatro Marília antes de ir.