Comer & Beber

Mercado Novo em BH: o que comer, beber e sentir no lugar

Guia sem roteiro fechado do Mercado Novo, no Centro de BH: o que comer, beber, quanto custa e como é o clima do lugar.

Publicidade Anuncio

O Mercado Novo, no Centro de Belo Horizonte, é onde a cidade come de pé, sem pressa e sem cerimônia. Não tem roteiro fechado nem ordem certa: você entra, segue o cheiro de alho fritando e o barulho das bancas e vai descobrindo o próprio caminho entre boxes de queijo, tira-gosto e cerveja gelada.

Como funciona o mercado

Diferente do Mercado Central, mais turístico e organizado em corredores fixos, o Mercado Novo tem um jeito mais cru e popular. É ponto de bar desde cedo, com boxes que vendem de tudo — do queijo canastra à cachaça de alambique — e mesinhas de plástico espalhadas entre as bancas. O movimento cresce no fim da tarde e vira point de happy hour informal, principalmente sexta e sábado.

Cada banca tem dono próprio e clientela fiel, então o clima muda de um canto pro outro do mercado. Não é raro ver gente que passa décadas frequentando sempre o mesmo boxe, o que dá ao lugar um jeito de bairro dentro do Centro, mesmo cercado de prédios e trânsito.

O que comer e beber

A base é comida de boteco mineiro: torresmo, linguiça na brasa, pastel, queijo coalho e petiscos fritos em geral. Muitas bancas vendem também queijo e doce em pote pra levar pra casa, direto do produtor. Pra beber, cerveja gelada domina, mas dá pra achar cachaça artesanal e, em alguns boxes, vinho simples. Não é gastronomia refinada — é comida de mercado, honesta e sem frescura, feita pra acompanhar conversa.

Vale circular por mais de uma banca antes de decidir onde sentar: os preços e o tempero variam, e comparar faz parte do programa. Quem frequenta com regularidade costuma ter dois ou três pontos fixos, um pro petisco e outro pra bebida.

O clima do lugar

É barulhento, meio bagunçado e exatamente por isso tem graça. Mistura trabalhador que sai do batente, turista curioso e morador antigo que já tem a banca de confiança. Não espere ambiente decorado ou serviço de restaurante: aqui a experiência é o entorno — gente, som, cheiro e a informalidade que puxa conversa com desconhecido do lado.

Vale a pena e quanto custa

Vale, principalmente pra quem quer ver a cidade sem o filtro do circuito turístico. É econômico: um petisco com cerveja fica na faixa mais baixa se comparado a bar de bairro chique, mas os preços variam de banca pra banca — confirme na fonte oficial ou direto no local antes de pedir. Pagamento em dinheiro ainda pode facilitar em algumas bancas menores, embora boa parte já aceite cartão.

Onde fica e como chegar

O mercado funciona no Centro de BH, próximo à região da Avenida Santos Dumont, em área bem servida por ônibus e a poucos minutos a pé de estações do metrô — confirme o endereço exato e o horário de funcionamento na fonte oficial antes de ir, já que bancas individuais podem ter horários próprios. Estacionar na área central costuma ser mais difícil; transporte público ou aplicativo tendem a ser mais práticos, principalmente à noite.

Casal ou com criança?

Pra casal funciona bem no fim de tarde, com aquele clima descontraído de petisco e cerveja compartilhados. Com criança pequena exige mais atenção: é um ambiente adulto, barulhento, com bancas próximas e circulação apertada nos horários de pico. Não é proibido, mas vale ir em horário mais calmo, de dia, e ficar de olho o tempo todo.

No fim, o Mercado Novo não tenta ser bonito nem organizado — tenta ser gostoso e verdadeiro, e nisso cumpre. Quem chega sem expectativa de roteiro pronto sai satisfeito, com a real sensação de ter provado um pedaço autêntico do Centro de Belo Horizonte.